Comunicado: No hay IA ética o humanitaria si quienes la desarrollan violan los Derechos Humanos
[ES]
Durante nuestra participación en el #DialogoGlobal sobre la gobernanza de la #IA y otros eventos de #GenevaDigitalWeek, constatamos que ciertas organizaciones de Naciones Unidas tienen alianzas con unas de las empresas que las mismas Relatores Especiales de Naciones Unidas han identificado como proveedores de servicios y productos que “han llevado los crímenes de genocidio y otros crímenes de guerra a una velocidad y escala sin precedentes” en Gaza.
Además, se les permite estar presentes en #AIforGood, lo cual contribuye a que se presenten como actores comprometidos con la ética.
¿Por qué Naciones Unidas mantiene estos acuerdos con empresas de #BigTech cuya tecnología es utilizada en crímenes de guerra, a pesar de contar con procedimientos rigurosos sobre ética, derechos humanos y el sector privado?
Ninguna utilización de la #InteligenciaArtificial puede ser ética o humanitaria si está desarrollada por actores que en otros territorios contribuyen a violaciones a derechos humanos.
Una perspectiva feminista y decolonial nos permite identificar estas contradicciones claramente. Si no levantamos la voz ante la injusticia de manera colectiva, contribuimos a perpetuar la concentración de poder en manos de unos pocos y a normalizar las violaciones de derechos humanos de las poblaciones más marginadas.
Los foros multilaterales no deben convertirse en espacios de impunidad.
Llamamos a un diálogo abierto, franco y participativo sobre este tema. La coherencia no es negociable, los derechos de los más marginados, aún menos.
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[PT]
Durante nossa participação no #DialogoGlobal sobre a governança da #IA e em outros eventos da #GenevaDigitalWeek, constatamos que certas organizações das Nações Unidas mantêm parcerias com algumas das empresas que os próprios Relatores Especiais das Nações Unidas identificaram como fornecedoras de serviços e produtos que “levaram os crimes de genocídio e outros crimes de guerra a uma velocidade e escala sem precedentes” em Gaza.
Além disso, essas empresas têm permissão para participar do #AIforGood, o que contribui para que se apresentem como atores comprometidos com a ética.
Por que a ONU mantém esses acordos com empresas da #BigTech cuja tecnologia é utilizada em crimes de guerra, apesar de possuir procedimentos rigorosos sobre ética, direitos humanos e o setor privado?
Nenhuma utilização da #InteligênciaArtificial pode ser ética ou humanitária se for desenvolvida por atores que, em outros territórios, contribuem para violações dos direitos humanos.
Uma perspectiva feminista e decolonial nos permite identificar claramente essas contradições. Se não levantarmos a voz coletivamente contra a injustiça, contribuiremos para perpetuar a concentração de poder nas mãos de poucos e para normalizar as violações dos direitos humanos das populações mais marginalizadas.
Os fóruns multilaterais não devem se tornar espaços de impunidade.
Apelamos a um diálogo aberto, franco e participativo sobre esse tema. A coerência não é negociável; os direitos dos mais marginalizados, ainda menos.
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